Reencarnação Homem-Terra

Abril 23, 2012 at 3:02 am (Ativista) (, , , , , , )

Trilha Sonora para acompanhar este artigo: http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=KG20LDwVe4Y&NR=1

Thais Gulin: Água

 

Hoje, dia 22/04, é o dia da Terra. E nesta data tão especial, deixo com vocês aqui no Fábrica uma das minhas “ideias” mais importantes que vinha guardando para um momento especial, e com a qual encerro um capítulo literal da minha curta carreira de “blogueira”, para dar início a uma nova jornada: A “Fábrica de Ideias Socioambientais”. E desta vez, no Facebook! Espero que curtam meu último post por aqui, e nos reveremos em breve!

 

Assim como a Terra, nós somos formados e dependentes dos quatro elementos: terra, fogo, agua e ar. A terra representa o alimento que precisamos para sobreviver, a roupa que nos veste, as ferramentas que construimos e utilizamos no dia a dia. O fogo representa o sol, fundamental para que as transforações químicas vitais para nosso corpo aconteçam. A agua nos traz os nutrientes necessários e mata nossa sede. Finalmente, o ar que respiramos é muito mais do que só oxigênio, ele nos acalma, nos traz concentração e estimula a conciência.

 

Com as necessidades carnais atendidas, vem então as necessidades espirituais, adquiridas ao longo da evolução da humanidade na Terra (vide fig. 1).

 

Pirâmides Gêmeas das Necessidades Humanas na Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fig. 1 – “Pirâmides Gêmeas das Necessidades Humanas na Terra”.

 

As Pirâmides Gêmeas das Necessidades Humanas na Terra está composta pela Pirâmide de Maslow (pirâmide inferior), que mostra as necessidades racionais e socialmente aceitas. A pirâmide superior mostra um compilado dos níveis de consciência relatados e vividos por seres mais elevados, como Buda e Jesus Cristo. A RUPTURA é o grande pulo-do-gato. Representa a passagem de um estágio para o outro, não necessariamente tendo percorrido cada um deles.

 

Para exemplificar a aplicabilidade do conceito das Pirâmides Gêmeas, pode-se fazer um paralelo entre o processo da vida na Terra e a crença da reencarnação em algumas religiões. Entenda o por quê.

 

Dadas as condições comprovadas da vida humana na Pré-História, Feudalismo e Idade Média, onde a violência, desrespeito, práticas deshumanas, etc, imperavam, pode-se dizer que vivia-se em um verdadeiro inferno. No momento em que o pensamento racional foi instituido, deu-se uma sociedade mais civilizada com a Revolução Industrial, que organizou o sistema e estabeleceu importantes direitos humanos globais, mas longe de um Shangrilá. No século XXI, entramos numa transição de Sociedade Industrial para Era da Informação.

 

O mesmo conceito de ruptura ilustada nas Pirâmides Gêmeas é o que devemos considerar para entender a questão da reencarnação Homem-Terra:

 

–  Pré-História (instinto): caos / pouca compreensão de mundo / pensamento instintivo

–  Revolução Industrial (razão): algo de ordem / alguma compreensão de mundo / pensamento racional

–  RUPTURA: Era da Informação (consciência): ordem total / total compreensão de mundo / pensamento racional / alguma consciência

 

E assim como o os estágios da humanidade na Terra pontuados acima, há também estagios da vida de um indivíduo isolado:

 

–  Infância: recordações da vida anterior e falta de consciência e compaixão

–  Adolescência: retomada gradativa da consciência e início da compreensão de sí mesmo, do próximo e da Terra

–  Idade adulta: escolha do seu “caminho”, retomada total da consciência universal e melhor época para progresso

–   Velhice: preparatório para nova jornada, conclusão do ciclo de consciência e concretização dos projetos de vida na Terra

–  RUPTURA: Morte

 

A vida humana e o planeta Terra fazem parte de um grande ciclo que se extende por séculos e séculos. Por conta da grande extensão deste ciclo, é inviável ao ser humano manter um registro consciente do todo, no seu atual estágio evolutivo.

 

Tendo em vista o ponto de análise como sendo 2012, podemos constatar dois grandes macro-cenários:

 

1) Negativo: Com a destruição total dos recursos naturais pela não concientização, a dispersão do homem para o espaço é inevitável (caos climático, individualização pelos meios digitais, etc). A Terra retorna ao seu estágio primitivo dada a ausência da interferência humana. O homem evoluido, quase totalmente integrado à matéria não-viva (máquinas para prologar a sobrevivência e conservação do DNA), percebe que seu distanciamento da Terra destruira aquilo que o tornava humano: o tripé instinto, razão e consciência.

 

Após muitos anos-luz, restam apenas pequenas partículas de DNA, que por ironia do destino caem junto a um grande meteóro em algum planeta com condições similares à Terra. Dá-se novamente o Homo-Sapiens.

 

2) Positivo: Com a concientização do homem perante a sua missão na Terra, ainda neste século, [vide post “Receita de Bolo” aqui https://katia2008.wordpress.com/2010/03/28/receita-do-bolo/%5D teremos a RUPTURA tão esperada. Aquilo que todos buscamos e não encontramos: o a Vida Eterna, o Desprendimento da Matéria, o Nirvana. Sermos Seres Divinos.

 

Outra forma de ilustrar esta mesma teoria de reencarnação Homem-Terra é aplicando o conceito das Pirãmides Gêmeas na definição do Ying Yang:

–  Ying: mundo frio / fim das relações humanas / supremacia das máquinas / distanciamento da Terra

–  Yang: mundo quente / relações humanas em sua plenitude / extinção das máquinas / retorno à mãe Terra

–  RUPTURA: Ying Yang: equilíbrio / utopia / divindade / eternidade

 

Você pode ou não ser budista, pode ser católico, judeu, ateu, agnóstico… Mas sabe que estamos rumo a um destino bastante óbvio, caso a conscientização humana não atinja sua plenitude. E rápido. Vai saltar para a pirâmide da conscientização***? Ou vai continuar perdendo tempo nos níveis “socialmente aceitos” de Maslow? Qual é sua escolha?

 *** Recomendação para dar o primeiro passo rumo à auto-conscientização: Cursos da Fundação Arte de Viver [http://www.artedeviver.org.br/]

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Segunda Carreira

Março 8, 2012 at 4:33 am (Profissional) (, , , )

Com apenas 17 anos nos deparamos com uma das decisões mais importantes de nossa vida. A escolha da nossa carreira. Geralmente não temos clareza de qual será a melhor opção, já que nossa profissão é um dos principais fatores que nos definem como seres humanos, e à qual teremos que nos dedicar 8 horas por dia, 7 dias por semana, quando pouco. Sem muito tempo para pensar com calma, avaliar profundamente as opções, optamos por aquela que tem maior oportunidade de mercado, ou que está relacionada aos negócios da família, ou mesmo aquela que nossos pais nos asseguraram que teria mais a ver com agente. Chegamos até a escolher a que tem menos candidatos por vaga!

Com certeza muitos têm a sorte de fazer a escolha certa, de estar em linha com seu proposito de vida, de se sentir todos os dias realizado com a profissão que exerce. Mas alguns de nós pode em algum momento perceber que pode não ser aquele o caminho que o completa, que o faz sentir prazer em acordar todos os dias sabendo que irá dedicar horas do seu dia para aquele fim específico. E é ai que mora o perigo.

Seria hipocrisia sugerir que, ao nos depararmos com essa situação, largássemos tudo e partíssemos para uma jornada de autoconhecimento. Sabemos que é preciso ter muita calma ao tomar uma decisão como estas, principalmente quando se tem uma carreira consolidada e ascendente. O fato é que, quanto mais nos afundarmos na ilusão de estarmos presos a uma única profissão para o resto de nossas vidas, podemos não encontrar mais a saída. O pior desfecho creio eu, na vida de uma pessoa, é olhar para traz e perceber que a desperdiçou por medo. Medo de ir além, medo de arriscar, medo de ser mais feliz.

Sempre é possível recomeçar. Com calma e com sabedoria. À final, somos seres mutantes. Podemos gostar de uma coisa, mas nos apaixonar por outra ao longo dos anos. Não necessariamente termos feito um erro na escolha da profissão, mas ao longo do tempo termos percebido que gostaríamos de contribuir com a sociedade (e com nós mesmos) de outra maneira, que tenha um maior significado para o nosso “eu” interior. Ou até mesmo, para ganhar mais dinheiro.

Em um trecho do livro “O Ócio Criativo” de Domenico de Masi, ele afirma: “… a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo”. A utopia seria nem perceber que estamos trabalhando… Confundirmos nosso tempo livre com nosso expediente… Que tal?

2012 é o ano da grande virada, segundo os Maias e outros pensadores de outrora. Pode ser agora o momento da sua segunda carreira também. Avalie com calma. Deus não criou o mundo da noite para o dia. Trace um roteiro com começo, meio e fim. Onde estou hoje, aonde quero chegar, em quanto tempo, quais são os pré-requisitos, quais os riscos, qual o plano B e C , se necessário. Converse com seus entes queridos, as pessoas de sua confiança, amigos, mentores, ídolos. Monte seu cronograma com bom senso, de forma a evitar grandes estresses no caminho. Uma nova profissão significa muitas vezes, anos de estudo, comer muita areia ao mergulhar na área prática e muita cabeça aberta, além de ouvidos e olhos, para estar atento às oportunidades e ameaças.

No final do dia, o fator chave-de-sucesso é a tal da coragem. Ao nos tornarmos adultos, evitamos situações que coloquem em risco nossa renda fixa, por medo de perder algo valioso, como o emprego, a casa, o carro, o conforto… Mas outras coisas não materiais são tão o mais importantes: a saúde, a realização pessoal, o tempo livre… E essas últimas, dificilmente se recuperam após um certo estágio da vida. – “Ah… espere um pouco. Tenho filhos na escola, um apartamento financiado e uma promoção em andamento. O sonho de mudar de carreira existe, mas, sejamos francos! Quem sabe daqui a uns 10 anos!!” Sugiro rever logo seus conceitos… em 10 anos é muito provável que você esteja ainda mais enrolado. Por isso, pense diferente. Escolas boas existem por todas as partes, compradores de imóveis com financiamentos em andamento também existem aos montes e…  Se dinheiro é sua prioridade, tente pensar se na vida vale mais TER do que SER. E agora, já está vendo uma saída? Não espere até se aposentar. Pode ser tarde demais. Pode estar cansado demais.

O Brasil está em plena expansão e somos um dos povos considerados mais criativos, mais felizes e mais espiritualizados. E o mais importante, a cada ano nossa expectativa de vida aumenta. Já alcançamos os 75 anos. É muito tempo para se investir em algo que não o faça sentir-se bem. Chega de correr atrás do dinheiro. Vamos atrás dos nossos ideais, do nosso proposito. Que tal descobrir as maravilhas da qualidade de vida, da paz de espirito, da plenitude do ser. Abra as portas para o autoconhecimento. Aposte em sua segunda carreira!

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A Moral e a Consciência. Que venha 2012!

Dezembro 18, 2011 at 5:48 am (Literatura) (, , , , )

Trecho do livro “Valores. O Bem, o Mal, a Natureza, a Cultura, a Vida”- Francesco Albertoni (Editora Rocco – Rio de Janeiro – 2000). Página 16:

…“Podemos pretender que haja um ponto de observação mais alto, um rochedo do qual observar o correr do rio? Ou estamos inexoravelmente imersos no fluxo e podemos apenas ver e aceitar as ondas da corrente que nos abate e nos arrasa? E devemos crer que não exista nenhum progresso, nenhuma meta, nenhuma coisa nobre ou sublime, nenhum tribunal a que apelar para haver justiça? E a moral que nos pede amor, paz e benevolência é uma piedosa ilusão, um devaneio para fugir do sofrimento? Para se afastar da lúcida consciência da solidão, da dura necessidade de competir que, ao contrário, é a própria essência da vida e da evolução? Uma moral que, por sorte, não seguimos, que não levamos a sério porque significaria a nossa condenação em um mundo em que se impõem e vencem somente a astúcia, a luta, a violência e o ardil?

          Ou não é verdade, nunca foi verdade? Porque, como anunciam Pitagoras e Mahavira1, Sócrates e Jesus Cristo, o homem é emancipado da natureza. Tem livre-arbítrio e tem dentro de si a aspiração por um mundo perfeito, por um ideal de harmonia e de paz que constitui a sua meta final. A essência do homem, a sua especificidade e a sua força não são nem a adaptação nem a luta pela sobrevivência, mas sim o sonho de uma vida superior. A moral como ímpeto vital, a moral como espírito, como tendência para o alto, como transcendência de si mesmo.

          O que é moral? Uma concepção nos diz que ela não tem autonomia, porque é apenas uma das manifestações, um dos estratagemas da seleção natural. Nós estamos condicionados, determinados, pensamos em projetar o futuro em termos culturais e espirituais, mas somos apenas lacaios de nossos genes que nos fazem inteligentes e sociáveis para prolongar a sua sobrevivência.

          A outra concepção, aquela que deu origem a nossa civilização, nos diz, por sua vez que a moral se opõe às leis naturais da evolução, molda-as, dirige-as ou, como queriam Schopenhauer e os gnósticos, tenta logo derrubá-las.

          Mas existe uma terceira solução. Que sejam verdadeiras ambas as posições, que a natureza humana seja constituída desse desencontro irremediável, dessa oposição sem fim. E que seja exatamente essa, no homem, a realidade da evolução. A moral é, a um só tempo, expressão de evolução e oposição a ela, continuação e destruição2. Porque a continuação advém apenas da destruição, da negação como um pulo à frente, um salto evolutivo. Porque a evolução não é só adaptação, mas também ruptura, inovação, expulsão, utopia. E por isso, xeque-mate, nova expulsão, empurrão para o novo, o mais alto, o sublime.

          Há um único processo, que se desenvolveu no curso de milhões de anos, o processo evolutivo que produziu a natureza animada. E essa natureza animada, já desde os seus albores, desde a molécula, desde o protozoário, tem estado em tensão para o alto, em ruptura consigo mesma, em superação. Com a cumplicidade do homem e da consciência, esse processo se fez cultural. A evolução contínua como cultura, como ciência. O ser humano teve que se destacar da natureza, de se contrapor a ela, de sonhar com uma pátria espiritual para progredir. Mas essa pátria espiritual brotou, ela própria da evolução.

          Nessa nossa fase histórica, o homem começa a se reconciliar com as partes da natureza que tinha recusado, de que se havia destacado, e as compreende, reencontra-as em si mesmo. Adquire consciência da sua unidade com o mundo. Nós estamos entendendo que o mundo, a natureza, não é só a nossa casa, mas, acima de tudo, o nosso corpo. E para nos conhecermos a nós mesmos devemos hoje resolver o nosso fundamento de vida. Talvez porque a espécie humana esteja para dar um novo salto evolutivo à frente. Ou melhor, é a natureza que está para dar um novo salto à frente, por nosso intermédio. E a moral, a reflexão moral, é parte desse processo, como a ciência, como a tecnologia, como a manipulação genética.

          Hoje vivemos a experiência de uma nova aliança com a natureza. Sentimo-nos parte da evolução. Estamos quase tentados a nos abandonar ao seu inexorável fluir, porque a evolução acontece pela oposição de um ideal ao existente, pela escolha contínua, pela criação das metas.

          A moral é sempre um observador no exterior, é sempre um julgar do exterior. Ela é o modo pelo qual a própria natureza se julga “do exterior”, se transcende. Cada indivíduo de per si, então, cada indivíduo que se sente determinado, arrastado como um graveto numa corrente infinita, não só pode, mas deve julgar “do exterior”. Nós estamos no mundo, somos parte do mundo, o nosso corpo é o mundo. E ao mesmo tempo como indivíduos, somos “lançados ao mundo”. Nós somos a “consciência do mundo do exterior”. A natureza conta apenas com os indivíduos, para se julgar, para se ver, para se programar, para querer, para sonhar. O indivíduo é irredutível para o mundo. A experiência que temos da dor, da injustiça, da estupidez, do erro, nos impõe responder como se a responsabilidade fosse toda nossa.

1 Mahavira

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Estátuas de dois Tirthankaras: o Mahavira (à direita) e Rishabhadeva (à esquerda)

Vardhamana, mais conhecido como Mahavira (traduzido do sânscrito, significa “Grande Herói”) foi o último dos 24 Tirthankaras do jainismo. Numa perspectiva histórica, é considerado o fundador ou reformador deste sistema religioso. Segundo a tradição jaina, teria nascido em 599 a.C. em Kshatriyakundagrama, na Índia e falecido no ano de 527 a.C., em Pavapuri, embora alguns académicos considerem que as datas 540 a.C – 470 a.C. sejam mais correctas.

[editar] Biografia

Mahavira pertencia à casta guerreira (kshatriya), sendo o seu pai, Siddharta, o líder de um clã e a sua mãe, Devananda, pertencente à casta dos brâmanes; outras tradições apresentam outros nomes para a sua mãe, como Trishala, Videhadinna ou Priyakarini, colocando-a na casta guerreira.

A narrativa afirma que o Mahavira vivia num ambiente de luxo que mais tarde abandonou, num relato que se assemelha ao da vida do Buda, do qual se julga ter sido contemporâneo. Estes dois homens viveram numa época em que as práticas religiosas tradicionais começavam a entrar em crise; em particular, o sacrifício de animais e o sistema de castas eram postos em causa e quer o Mahavira, quer o Buda, rejeitaram-nos.

Por volta dos trinta anos, Mahavira deixou a sua vida confortável para se entregar a práticas ascéticas na esperança de alcançar a iluminação espiritual. Durante um ano, usou roupa, mas, depois, passou a andar nu, deixou que insectos o atacassem, sofreu ataques físicos e verbais, dormiu em locais inóspitos, praticou jejuns extremos, num período total de doze anos. Teve, também, particular cuidado em não fazer mal a qualquer forma de vida, desenvolvendo assim a teoria do ahimsa ou não-violência. O Mahavira dedicou as seguintes décadas da sua vida a ensinar às pessoas as suas doutrinas.

[editar] Ensinamentos

Mahavira ensinou que os humanos podem libertar-se das partículas que se agregam às suas almas, uma crença do jainismo actual, seguindo uma vida de ascetismo extremo. A tradição afirma que ele recomendou aos seus adeptos que tomassem cinco votos (mahavratas), que são os seguintes:

  1. Ahimsa – não causar mal ou sofrimento a qualquer ser (não-violência);
  2. Satya – evitar a mentira;
  3. Asteya – não se apropriar do que não foi dado;
  4. Brahmacharya – não faltar à castidade;
  5. Aparigraha – não se apegar às posses materiais, não ter apego pelas coisas mundanas.

O Mahavira faleceu aos 72 anos, tendo os seus seguidores organizado a religião jaina nos seus moldes actuais.

Fonte: Wikipedia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahavira

2 Discussão sobre este trecho também se encontra na peça “Alma Imoral” de Clarice Niskier

 

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Vida

Dezembro 6, 2011 at 9:15 pm (Literatura) (, , , , , , , , )

No início, existia apenas o Vazio:

infinito, inerte e escuro.

A Consciência

que se escondia nos confins deste Vazio

emergiu das trevas

ao ritmo da melodia do silêncio.

A Consciência gerou então

a forma mais pura de existência

que trouxe para o Vazio um estado de transformação

que invadiu a imensidão.

Fez-se a Luz.

A Luz iniciou o processo de delimitação do Vazio:

Luz e sombra, luz e sombra, por toda a imensidão.

As batidas do silêncio continuavam.

A Consciência, ávida por evolução, dividiu a Luz em cores

Primeiro as cores primárias,

depois as secundárias e finalmente as terciárias.

A Luz e suas cores percorreram o Vazio a tal velocidade

jamais por ele experimentada.

Ocorreu então a grande explosão.

Fez-se o Som.

E o Som dominou o silêncio de tal forma

que suas ondas geraram uma grande explosão de Luz.

Fizeram-se as estrelas.

A imensidão se transformou em uma grande tela

salpicada por um sem-fim de estrelas e ruídos

Estas estrelas e estes ruídos possuíam, cada um

uma composição diferente de Consciência e Amor.

Mas a Luz e o Som não haviam ainda encontrado um horizonte

onde pudessem descansar

e dar uma pausa ao caos iniciado pela Consciência.

E então, num momento entre o espaço e o tempo

a Luz e o Som encontraram seu equilíbrio.

Formou-se um lugar no Vazio

que poderia acompanhá-los

em seu romance eterno

Um lugar que a Consciência chamou de Terra.

Fez-se a Matéria.

E a Matéria em sintonia com o Amor

criou um ser provido de vida

que ganhou um pedacinho da Consciência originada pelo Vazio

e que pôde observar e compreender a Terra;

ele apreciaria a beleza das invenções da Luz

experimentaria toda a essência do Som

manipularia a Materia com maestría

e compartilharia seu aprendizado com seus semelhantes.

Ele iria organizar o Conciência que acabara de nascer.

Fez-se o Ser Humano.

À partir de então, existiu porfim a Vida:

finita, enérgica e iluminada.

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Amizade de Astros

Março 22, 2011 at 2:35 am (Literatura) ()

“Éramos amigos e nos tornamos estrangeiros um para o outro. Mas é bom que seja assim, e não queremos dissimular nem obscurecer o fato, como se tivéssemos de sentir vergonha dele. Somos dois navios que perseguem rumo e objetivo próprios; podemos, sem dúvida, nos cruzar e celebrar festas entre nós, como já fizemos – então, os bons navios repousam, lado a lado, no mesmo porto, sob o mesmo sol, tão calmos que pareciam ter atingido o objetivo e tido o mesmo destino. Mas, depois, o apelo irresistível de nossa missão nos levava, de novo, para longe um do outro, para mares, em direção a paragens, sob sóis diferentes – talvez para nunca mais nos revermos, talvez para nos revermos ainda uma vez, sem nos reconhecermos: mares e sóis diferentes nos teriam transformado! Que devêssemos nos tornar estrangeiros um ou outro era a lei acima de nós: é por isso mesmo que devemos nos tornar mais respeitáveis um para o outro! É por isso mesmo que o pensamento de nossa amizade de outrora nos deve ser mais sagrado!

É provável que nossas rotas e objetivos divergentes se achem escritos como ínfimos trajetos – numa imensa curva indivisível, numa imensa via estelar – elevemo-nos a esse pensamento! Mas, nossa vida é breve demais, nossa visão fraca demais, para que possamos ser mais do que amigos no sentido dessa possibilidade sublime!

E assim queremos crer na nossa amizade de astros, mesmo que devamos ser inimigos na terra”.

(NIETZSCHE – “Amizade de Astros” in “A Gaia Ciência”)

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Meu Lugar Preferido em Todo o Universo

Novembro 26, 2010 at 11:47 pm (Ativista, Literatura) (, , , , , , , , )

“Meu lugar preferido em todo o universo é a minha casa”. É assim que começa o comercial das tintas Suvinil. Mas não estou aqui hoje para falar de tintas. Estou aqui para falar da minha casa, da nossa casa… Do planeta. Há 28 anos me surpreendo mais e mais com este lugar. Nada mais digno do que dedicar alguns parágrafos de boas intenções românticas e realistas sobre este nosso planeta azulzinho!

Estudos comprovam que a milhões de anos luz, é possível que outros planetas semelhantes à Terra existam, devido a alguns cálculos malucos que comparam sua distancia da estrela que circundam e à velocidade com a qual se movem. Mas nenhum outro planeta poderá um dia se igualar a este. Um único sol, uma única lua, que daqui, parecem ter o mesmo tamanho. Um nasce de dia e se põe à tardezinha para ceder seu trono no alto do céu para o outro, se complementando numa eterna dança astral. Quantas e quantas vezes foram personagens principais de poemas, cartas de amor, romances, contos e lendas, formando um par perfeito, sem igual neste mundo.

É graças ao sol que a diversidade de espécies vivas e inanimadas enche nossos olhos de cor, movimento, cheiros, sensações, sons e sabor. Fico feliz ao saber que na conferencia sobre diversidade que aconteceu no dia 30 de outubro deste ano, foi possível obter-se um consenso entre 193 países, no sentido de frear o desaparecimento de espécies. Apesar de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, não há muito que comemorar. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. Já parou para pensar nisso? Não há muito romance nesta parte da história. Onde está a sustentabilidade?

Vamos agora “abaixar o helicóptero”, ou seja, reduzir o campo de visão para uma área menor. Nosso lar, doce lar. Sim, também um dos lugares mais gostosos no universo para mim, sem dúvida. E aprendi que pode ser também um potencial pólo de transformação e sustentabilidade. Existe hoje uma tendência de retorno à natureza. Uma busca por uma vida mais simples, mais livre, mais conectada com o mundo natural. Em resumo, penso que queremos compreender a dinâmica em que vivemos, através de novas alternativas. E uma muito boa é a horta caseira*.

Alimentos sem agrotóxicos, saudáveis e fresquinhos, tirados do pé. Coloca natural nisso! Confesso que estou começando, e que nossas pimentas não resistiram mais que dois meses, até de murcharem… Mas valeu o intento! Se pensarmos nos efeitos no longo prazo, só contabilizaremos benefícios: melhorias na saúde, redução da exploração do solo, melhor qualidade de vida, entre outros. É claro que o setor de alimentos não ficaria muito feliz com essa mudança. Mas para quê serve o Marketing se não for para reinventar as empresas? O cliente é quem move o mercado! E nesse setor, os clientes somos nós.

Outra maneira de se aproximar da natureza é através do cultivo de flores**. Experimente a emoção de acompanhar o aparecimento dos primeiros brotinhos na primavera. Suas cores, seus cheiros… É um calmante dos bons. A natureza revigora.

Um lugar perfeito como a Terra não pode passar despercebido nas nossas vidas. Conecte-se! Parece algo meio “Avatar”, eu sei, mas olhando para culturas milenares como a asiática, faz bastante sentido. O Kung-Fu, por exemplo, imita movimentos de animais que transformam esta arte marcial em uma das mais eficazes do ramo. Precisamos voltar a observar, a sentir, a colocar os pés descalços na grama, e assimilar cada emoção, pensamento… Isso é o que somos. Parte deste lugar maravilhoso que cedeu seu manto para fazermos dele nosso habitat ideal.

Pois bem, o aquecimento global infelizmente é uma realidade. Há vertentes que concordam, outras que discordam. Mas nunca sentimos invernos tão rigorosos e nem verões tão quentes… A Terra também é o seu lugar favorito no universo? Então, basta amá-la, e transmitir esse amor para a pessoa ao seu lado, para o chão embaixo de seus pés, para o ar que você respira. Surpreenda-se também com o que você vai encontrar.

* Saiba mais sobre Hortas Caseiras aqui

http://www.fazfacil.com.br/jardim/horta_caseira.html

** Conheça melhor o cultivo de flores neste link

http://mdemulher.abril.com.br/casa/fotos/jardinagem/cultivo-flores-ana-maria-494911.shtml#1

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Pós-Graduação… Vale a Pena?

Outubro 1, 2010 at 2:43 am (Profissional) (, , , , , , )

Pós-graduada, em fim. E com isto, vieram as perguntas. Você gostou? Era o que você esperava? Achou Matemática Financeira complicada? Valeu a pena?

Sem menos rodeios, vamos logo à resposta. Sim. Valeu. Mas para que pudesse ter este gostinho de satisfação, esperei três anos após minha graduação. Seguindo os conselhos de algumas pessoas mais experientes, tentei deixar de lado aquele desespero de querer sair da graduação e partir direto para a pós-graduação, pois percebi (agora na prática) que não fazia nenhum sentido. Primeiro, porque a pessoa normalmente não está pronta para digerir os conceitos de uma pós, ou mesmo aplicá-los ao seu dia-a-dia, e segundo, porque acaba por puxar o nível da aula para baixo, o que prejudica seus colegas de sala de aula. Por isso, vai minha primeira dica: espere. E não precisa ficar parado durante esse tempo não. Existem muitos cursos de extensão ou de aprofundamento em temas específicos que podem ser bastante úteis para aplicação no seu dia-a-dia de trabalho. Eu mesma fiz alguns, e foram muito legais para meu crescimento na área de marketing.

Uma coisa é fato: a força de trabalho em São Paulo está ficando cada vez mais especializada. Apesar da situação econômica aquecida, a procura por um bom emprego ainda continua muito maior do que os postos disponíveis. Encontramos todos os dias estagiários super preparados, concorrendo por vagas que não exigem nem mesmo a metade das suas qualificações. Esse é o cenário em que vivemos, e para nos mantermos competitivos, a pós-graduação tem se tornado requisito fundamental, que pode fazer diferença na primeira “peneira” dos processos seletivos para profissionais plenos ou seniores.

Olhando agora pela perspectiva das vantagens. Se pensar bem, um ano e meio é razoavelmente pouco tempo, e mesmo que trabalhe em uma empresa que puxe muito, ou tenha outras responsabilidades como filhos ou sua própria empresa, é possível fazer uma pós. Falo isto, pois na minha sala existiam pessoas em todas estas situações, e todas elas se formaram com ótimo desempenho. Considerando que em apenas um ano e meio você poderá concorrer por posições mais interessantes que podem inclusive vir a dobrar o seu salário… Faça as contas! Outro benefício intangível é o networking. Não só com seus colegas de aula, mas os professores, normalmente pessoas muito bem posicionadas profissionalmente e no meio acadêmico, que estão dispostos à agregar e te dar apoio na grande maioria dos aspectos, seja para dar conselhos sobre seu trabalho, seu currículo ou mesmo seu perfil como profissional.

A troca de idéias é outro ponto alto. É raro conseguirmos ter uma riqueza de situações tão grande como em um momento de discussão em sala, encima de um tópico específico. São profissionais das mais diferentes áreas e setores de indústria, gerentes, empresários e colaboradores, discutindo num ambiente despojado e transparente, e famintos por aprendizado. Os cases, histórias pessoais e conselhos são impagáveis.

Agora, existem também alguns riscos. Devido a forte tendência de jovens saírem da graduação e no ano seguinte se matricularem em uma pós, há uma probabilidade de que em sua sala mais de 50% dos alunos sejam recém graduados. Não pense duas vezes! Peça transferência imediatamente, ou seu investimento irá por água abaixo. Além disso, algo importante é não escolher a faculdade somente pela força da marca. Pegue referências atuais, analise o conteúdo, compare. Outra dica importante é buscar não escolher um curso diretamente relacionado com sua área de graduação. A probabilidade é que muito do conteúdo acabe sendo repetitivo e você se frustre. Dedique tempo para ler a bibliografia e fazer os trabalhos. Você terá um aproveitamento muito maior do que apenas assistindo as aulas. Procure também variar o grupo de trabalho. Panelinha na pós-graduação não faz sentido. A beleza está em conhecer pessoas novas, suas experiências e trocar idéias.

Para quem ficou curioso, acabo de concluir a pós-graduação de Primeira Gerência em Gestão de Negócios com Ênfase em Marketing, pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). Assim como tive a sorte de desfrutar de várias das vantagens descritas acima (networking, ótimos professores, troca de idéias), tive também algumas frustrações… Acho que foi principalmente por isso que resolvi escrever este artigo. Para que vocês possam ter uma “ajudinha” a mais para que sua pós-graduação valha muito a pena!

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Receita do Bolo

Março 28, 2010 at 4:25 am (Ativista) (, , , , , , , , )

Ingredientes: Humanos, Planeta e Consciência

 

 Pode ser que a próxima geração seja verdadeiramente humano-terráquea. Este termo ainda não foi criado por nenhum sociólogo, antropólogo ou estudioso do ser humano. Pelo menos, não que eu ou o Google saibamos.

Tenho lido vários artigos e ouvido especialistas da área de Humanas atestando que a próxima tendência desta área é o investimento em competências humanas, ou seja, a tal da inteligência emocional. Isto ocorre não só no âmbito profissional, mas em toda a esfera de relacionamentos interpessoais. E o que isto quer dizer? Que efetivamente a metamorfose da qual tanto se fala (veja o rebuliço com 2012) realmente esta para acontecer.

Ao final deste artigo, trago um consolidado das respostas da enquete* proposta no último artigo do meu blog – “A Declaração da Missão Humana na Terra”. As respostas atestam que a aproximação do individuo à sua essência terráquea, e por conseqüência, mais humana, já está acontecendo.

Agradeço de antemão a todos os leitores que responderam a enquete. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de participar, as questões colocadas em pauta foram as seguintes:

1)     Missão da humanidade na Terra;

2)     Descrição simples do principal “produto/serviço” que nós, humanos oferecemos para o planeta;

3)     Diferencial do Homem frente a outros seres-vivos;

4)     Para onde estamos caminhando? Onde queremos chegar nas próximas cinco décadas?

Ao tabular as respostas, verifiquei o seguinte resultado: a sustentabilidade aparece em primeiro lugar tanto na missão da humanidade, quanto no principal produto/serviço que temos a oferecer a nosso planeta, quanto na visão para nossa “empresa” (a humanidade) para daqui ha cinco décadas. Considerando que a pesquisa não foi de múltipla escolha, é surpreendente a quantidade de respostas abordando o tema.

O único item que diferiu do assunto sustentabilidade foi o diferencial do homem frente aos demais seres-vivos. Nosso diferencial, segundo a maioria dos participantes é a consciência.

Podemos concluir com isto que, se fossemos considerar esta amostra de participantes como piloto para desenvolver uma declaração da missão humano-terráquea para nosso cliente, o Planeta, teríamos aproximadamente a seguinte constatação:

 

“A humanidade busca prover ao planeta Terra uma relação sustentável de coexistência, através da preservação de seus recursos naturais, onde nosso principal diferencial encontra-se na consciência humana, que nos permite trabalhar de forma colaborativa e responsável para assegurar o equilíbrio e o bem-estar de ambas as partes nas próximas cinco ou mais décadas.”

 

100% pertinente, em minha opinião. E vamos trabalhar com esta missão daqui em diante, neste blog.

Esta missão traz novas possibilidades para nós, no sentido de organização social, propondo uma nova abordagem para a forma como encaramos a vida.

A proposição do título deste texto é que criemos juntos uma “receita de bolo” para começarmos a das os primeiros passos em direção a nossa missão, descrita acima, na qual os principais ingredientes seremos nós, humanos, nossa consciência e o Planeta Terra. Chegamos a um ponto decisório, colocado com propriedade por um número significativo de participantes da pesquisa: gerar o equilíbrio ou provocar a destruição do planeta e da humanidade?

Peça Hamlet

Chegamos a uma conclusão quase shakespeariana: ser ou não ser humano. Mas isto não é motivo para pânico, e sim, o momento ideal para pararmos e:

1)     Organizarmo-nos como empresa;

2)     Definir nossas metas;

3)     Priorizar nossas estratégias e táticas;

4)     AGIR.

Vamos colocar em prática aquilo que os grandes pensadores nos deixaram como herança. Vamos amar ao próximo como a nós mesmos e vamos amar o planeta, que é tão generoso e que está em estado de calamidade.

Como próximo passo, devo descrever com mais detalhe este produto/serviço chamado trabalho sustentável. Existem muitas iniciativas em vigor, não só no setor privado, mas também no público e no terceiro setor, inclusive em nosso bairro e dentro das nossas famílias. Mais do que isso, gostaria de propor algumas sugestões de objetivos e metas de curto, médio e longo prazo para discutirmos neste fórum. Quero analisar melhor este cenário, os principais números e informações que podem agregar nesta receita de bolo, assim como o potencial do mercado (o planeta em si) e a roda de influencia que gira em torno deste novo contexto. Sim… Vai dar trabalho! Mas trago tudinho em doses homeopáticas e primeira mão para vocês, leitores.

E como sempre, faço um pedido! Levem a diante a declaração da nossa missão, caso estejam de acordo. Postem no Twitter, Facebook, Orkut, enviem por e-mail, comentem no seu trabalho!!! Vamos tornar este, o nosso LEMA.

 

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A Declaração da Missão Humana na Terra

Janeiro 25, 2010 at 4:43 am (Ativista) (, , , )

Hoje li meu horóscopo no jornal. Não tenho esse hábito, mas acredito na influencia dos astros em minha vida. A recomendação era que, neste novo ano, colocasse mais a “mão na massa”, fizesse as coisas acontecer, tirando os projetos de mais curto prazo do papel, e deixando o planejamento um pouco de lado. Então resolvi dar ouvidos à sabedoria do universo.

2010. Um ano importante para nós e para o mundo. Por quê? O humor de um astro tão querido está mudando… o da Terra. Placas tectônicas rugindo, chuva que não acaba mais, granizo na Bahia (???). O inesperado tornou-se padrão. Nossa noção de segurança já não é a mesma e a ansiedade está a mil, principalmente nas megalópoles. Estamos, mais uma vez, à beira de uma grande metamorfose.

Durante estes últimos dois anos, percebi que não só pessoas anônimas como eu, mas grandes líderes do governo, instituições não-governamentais e outros grupos, tem tomado consciência da necessidade de um plano global de Sustentabilidade Humano-Terráquea – se me permitem chamá-lo dessa forma – que proteja essa união natural entre homem e planeta Terra, superando todo e qualquer interesse político, econômico ou cultural, e colocando acima de tudo a preservação da harmonia e da paz de todos os seres-vivos e inanimados que são frutos desta maravilha universal. Quero de alguma maneira poder fazer parte da concepção desse plano.

A 15ª Conferência das Nações Unidas para o Clima (Copenhagen) foi sem dúvida uma tentativa, complexa, de se chegar a um acordo mundial de sustentabilidade, e devo concordar com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e dizer que a conferencia foi sim um sucesso. Esses são os primeiros passos para uma nova era, na qual teremos um modelo socio-ambiental de mão dupla, onde nosso cliente número um será o planeta Terra, sendo nós mesmos A EMPRESA.

Não devemos ficar nas mãos de um grupo seleto de líderes mundiais. É este conjunto de gerações que hoje constituem cada comunidade em cada continente que será (SEREMOS) o grande responsável pela continuidade do casamento entre humanidade e mãe Terra. É o concenso entre as partes que é o grande desafio.

Parece complexo, trabalhoso, quase impossível. Mas acredito que falte uma questão chave para que toda essa discussão possa produzir resultados. O que quero dizer com A EMPRESA dos seres humanos? As grandes perguntas o que somos?  de onde viemos? para onde vamos?  já podem ser respondidas com certa acuracidade. Graças às técnicas de colaboração e ao acesso irrestrito à informação, seria muito interessante colocar em pauta estes temas, e definirmos um norte, assim como é feito em planejamentos estratégicos administrativos ou de marketing, para essa nossa empresa. Ou seja. definir qual a missão, visão e valores da raça humana.

Acredito que um jamming* mundial com estas questões trariam a fórmula aproximada para guinar as discussões sobre nosso destino nas próximas décadas, e fazendo com que as mesmas pudessem ser menos focadas nos aspectos financeiras e mais humanas. Precisamos agir como uma única empresa. Uma única nação. Apesar de esta ter seus vários departamentos (cada país/ cultura) como qualquer outra, precisamos dar as mãos e termos uma única missão, visão e principalmente valores que acelerem nosso círculo virtuoso evolutivo.

Eu estou curiosa para pelo menos tentar montar um esboço junto com a colaboração de voluntários que estejam interessados na causa. Você pode ser um deles!

Paremos um minuto para pensar qual seria essa missão que formará a “coluna vertebral” para a definição desse plano tão importante para nossa coexistencia pacífica no futuro próximo. A regra é a mesma de qualquer outra empresa: precisamos ter sucesso no nosso relacionamento de longo prazo com nosso único e maior cliente: O Planeta Terra.

Convido a todos os leitores interessados a responderem uma rápida enquete de quatro questões que ajudará a desenvolver a primeira compilação de dados de uma simulação que me propuz a montar, como um projeto pessoal em 2010, com cujos resultados desenvolverei algumas análises para compartilhar neste blog.

No meio tempo, peço também a colaboração para que divulguem esta mesma pesquisa para seus contatos, desta forma ampliando a amostra de participantes, e dando uma maior base para o desenvolvimento deste trabalho. 

*** A pesquisa foi encerrada dia 13/03/2010 para tabulação. Agradeço a todos aqueles que participaram.

A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte. (Mahatma Gandhi)

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Imaginei um Grande Círculo…

Agosto 25, 2009 at 5:05 pm (Literatura) (, , , , )

Durante o almoço falamos sobre a importância dos valores para a humanidade, já que são ferramentas que tornam possível nossa coexistência. A conversa nasceu de uma discussão previa sobre os círculos viciosos do poder e da corrupção. Concluímos que, com a ajuda de alguns valores já pré-estabelecidos no senso comum, criamos uma armadura que nos proporciona a coragem com a qual encaramos os conflitos diários, e dá ao caos uma aparência harmônica.

 

Buscando entender melhor as bases para a histórica corrupção humana, fomos buscar explicações nos nossos antepassados primatas. O homo sapiens devia fazer parte daquele grupo de macacos mais “espertos”, que evoluiu mais rapidamente por conta da criação de um modelo social baseado em valores, onde os mais velhos e experientes impunham a submissão e obediência aos mais novos, para proteger a espécie. E assim evoluímos dentro desse círculo vicioso, que foi sendo ampliado de geranção em geração.

 

Nessa noite, ainda inquieta com a conversa, pensei: “Mas como a humanidade realmente chegou a este ponto? Porque não conseguimos até hoje estabelecer um modelo social construtivo e benéfico para todos? Seremos inerentemente destrutivos?”.

 

Voltando a analisar nossos antepassados, lembrei da da primeira partícula* que deu início a tudo que conhecemos hoje na Terra; o fator crítico da teoria da evolução de Darwin. Partindo da premissa dos círculos viciosos, associei essa partícula ao ciclo de vida dos seres humanos, que inicia com o espermatozóide chegando ao óvulo. A Terra é, assim como o óvulo, rica em elementos propícios para a proliferação de vida. A estrutura inicial da Pangéia** se transformou dramaticamente em períodos que duraram milhões de anos, por conta do poder dessa partícula. Novas formas de vida foram criadas e extintas nos últimos 200 milhões de anos. Um organismo tão dinamico e tão misterioso quanto o do próprio ser humano. Consequentemente, temos MUITO  a aprender com nosso próprio planeta (que é digamos de passagem, bem mais “experiente” do que nós neste universo).

 

Construi emfim minha argumentação para voltar a discussão com meus colegas na manhã seguinte.  Tudo está interligado por correntes magnéticas e de energia. Não seremos nós também parte de algo maior? Um grande círculo vicioso? A final, nascemos, crescemos, nos reproduzimos e morremos. Especialistas da astronomia dizem que o universo segue também o mesmo padrão. Outras fontes “menos cientificas” também apontam para esta teoria dos círculos viciosos universais. Jesus Cristo, é um exemoplo. Ele insistia na existência da trilogia divina: Pai-Filho-Espírito Santo. Ele pregou que todos nós procedemos da mesma origem (Deus) e nosso destino é o mesmo também (Espírito Santo), além de sermos todos irmãos do mesmo Filho de Deus. Já li vários autores apoiando a teoria de que nós humanos, além de outros animais, possuímos uma tal de “consciência coletiva”, ou mesmo que carregamos em nós todo o conhecimento do mundo. Apenas precisamos entrar em contato com nosso inner self para buscar nossas respostas. Outros autores mais místicos dizem que, se interpretarmos os astros, poderemos encontrar respostas relacionadas ao nosso passado, presente e futuro.

  

Talvez por ainda termos “pouco tempo” de maturidade, a nossa espécie comece agora a entender que as coisas não funcionam separadamente, e que cada decisão, cada escolha que fazemos hoje refletirá de forma dramática no dia de amanhã. Claro que para mim, ou qualquer um dos meus colegas presentes na conversa do almoço do dia anterior, isto não fosse nenhuma novidade, e parecesse mais um blá blá blá de livro de auto-ajuda do que uma grande descoberta. Mas eu prefiro imaginar que este círculo até então vicioso possa se transformar em um grande círculo virtuoso, onde a corrupção e as guerras fiquem para a história da nossa “infância” na escala evolutiva, e nos aproximemos cada vez mais do nosso lado adulto, onde a prosperidade possa ser erguida em valores fundamentais como o respeito e a confiança.

 

* De acordo com Darwin, o homem não veio do macaco, mas de um ancestral comum a ele. E não há uma espécie menos evoluída e outra mais: todas elas emergem como ramificações de uma grande árvore da vida, esboçada nas anotações do naturalista.

** Estudando-se a mitologia grega, encontramos: Pan, como o Deus que simbolizava a alegria de viver, e Géia, Gaia ou Ge como a Deusa que personificava a terra com todos os seus elementos naturais.

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