Visões da Origem
No início, existia apenas o Vazio – infinito, inerte e escuro. Todo o Conhecimento, que de certa forma se escondia nos confins deste vazio, em certo momento, começou a emanar ao ritmo das batidas da música do silêncio. A forma pura da Existência gerou neste Vazio um estado de transformação que invadiu toda a sua imensidão.
Ao ritmo da melodia do silêncio, foi-se desenvolvendo uma Consciência plena, e todo o Conhecimento, até então em poder do Vazio, surgiu das trevas, trazendo a Luz. A Luz trouxe para o Vazio a sua nova forma, e iniciou o processo de delimitação dos espaços. Luz e sombra, luz e sombra por toda a imensidão.
As batidas do silêncio continuavam. O Conhecimento, ávido por evolução, quebrou a Luz em cores. Primeiro as cores primárias, depois as secundárias e finalmente as terciárias. A Luz e suas cores percorreram o Vazio a tal velocidade jamais por ele experimentada. No instante em que estes fechos de luz atingiram a sua velocidade máxima, ocorreu a grande explosão: fez-se o Som.
A imensidão se transformou em uma grande tela, salpicada por um sem-fim de estrelas e ruídos, formando o Universo em constante transformação que conhecemos hoje. Estas estrelas possuíam cada uma, uma composição diferente de Consciência.
Mas a Luz não havia ainda encontrado um horizonte onde pudesse descansar suas forças e dar uma pausa ao caos iniciado pelo Conhecimento. E então, ali onde restou uma quantidade equilibrada de partículas de luz, formou-se um mundo sólido, um mundo redondo, que poderia fazer companhia à Luz em seu percurso pela Eternidade. Um planeta chamado Terra.
Junto com ele, graças à Luz, surgiu um ser provido de vida, que ganhou um pedacinho da consciência originada pelo Vazio, e que pode compreender a sua missão na Terra. Ele pode apreciar a beleza das invenções da Luz, ajudando-a a organizar o Conhecimento que acabara de nascer, já que assim como para a Luz, ainda era tudo muito novo. Formaram-se nele os Cinco Sentidos.
O resto da história, nós já conhecemos.