Quais São os Valores do Brasil?

Julho 27, 2008 at 8:47 pm (Ativista) (, , )

E dizem por ai… O Brasil não tem jeito. Eu ainda acho que tem, sim.

 

 

Fico sempre tentando analisar o princípio das coisas. A verdadeira razão. O motivo que causa o círculo vicioso, neste caso, do país verde-amarelo. Minha professora de Política na Faculdade defendía que a raíz dos problemas do nosso país está no teor da nossa história. O curso do Brasil foi moldado pela colonização predadora, que abriu as portas para a extração irresponsável, alimentando a todo momento o sentimento oportunista e individualista, que deturpou a corrente sanguínea do estado, que é a cultura.

 

 

Perceba você mesmo. Muitas vezes atribuimos nosso estado de “passividade” frente às dificuldades do dia-a-dia à nossa própria incapacidade de reagir e tomar as rédeas da situação: trânsito, desmatamento, fome, políticos corruptos, programas de TV que só mostram lixo, crianças trabalhando nas ruas, alagamentos, greves de professores, dengue, alunos da sétima série que não sabem ler, nem escrever… Esse é o comportamento que adquirimos após 500 anos de colonização.

 

Será então tudo culpa dos portugueses? Será que, se os índios tivessem defendido seu território, hoje viveriamos no Jardim do Édem? Claro que não. Mas é importante apelar para o ridículo para reforçar um ponto. Não há fórmula mágica: a mudança é cultural. E cultura, segundo a definição do dicionário, é: “o conjunto dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores morais e materiais, característicos de uma sociedade”.

 

Tá ai a razão pela qual eu acredito que há uma luz ofuscante no fim do túnel: através da mudança (ou mesmo aquisição) de valores.

 

Há pouco houvimos sobre uma das últimas do Senado: O Trem da Alegria. Por volta de 100 novas vagas de assessores técnicos seriam abertas à custa dos impostos que nós alimentamos com nosso dinheiro suado. E a mérito do que? Me responda você mesmo. Eu realmente, não sei dizer. Essa é uma prova (só uma!) do nível de honestidade, justiça social e maturidade -  só para citar alguns dos valores básicos – das pessoas que estão ditando as regras do nosso país.

 

Minha missão com certeza não é fazer julgamentos. Apenas exponho minhas idéias, que, a final, é o propósito do meu blog. Minha propósta é, neste momento, fazermos juntos um exercício simples.

 

Abaixo segue uma lista dos valores humanos básicos descritos em um estudo de psicologia realizado em 2003, por alunos da Universidade Federal da Paraíba. Veja e pontúe, em sua opinião, quais deveriam ser os 5 principais valores a serem trabalhados e irraigados na nossa sociedade e deixe seu comentário! Será algo importante para refletir e repassar a idéia à diante, e, com a média geral das respostas, poderei postar um próximo artigo desta séria, encaminhando-o também aos principais jornais e revista do Estado. Quem sabe temos a sorte de que seja publicado, e possamos assim influenciar, ou causarmos ao menos um mal estrar nos nossos colegas no poder, e ajudar o Sr. Presidente a cultivar raízes mais saudáveis e prósperas desta terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada!

 

Os Valores Humanos Básicos

 

Sobrevivência

Sexual

Prazer

Estimulação

Emoção

Estabilidade Pessoal

Saúde

Religiosidade

Apoio Social

Ordem Social

Afetividade

Convivência

Êxito

Prestígio

Poder

Maturidade

Autodireção

Privacidade

Justiça Social

Honestidade

Tradição

Obediência

Conhecimento

Beleza 

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Fuja da Futilidade

Julho 1, 2008 at 2:37 am (Ativista) (, , , , )

 

Precisamos fugir da futilidade da vida. A vida pode parecer fútil pela sua essência. É passageira. O que fica é justamente aquilo que foge da futilidade.

 

E o convite para a alienação (que leva à futilidade) está por todos os lados; na TV, na internet, no video-game, até mesmo no boteco em que nos encontramos com os amigos para jogar conversa fora. Opções de futilidade é o que não falta.

 

Mas ao final de tudo… o que fica? A resposta varía, dependendo novamente da essência da vida de cada um. Para aqueles que costumam ser nossos ídolos, encontro algumas semelhanças: grandes feitos para a humanidade, o prêmio Nobel da Paz, publicações marcantes, ou mesmo a ocupação de posições que permitiram mudar o rumo da história. Você já pensou sobre isto? Qual foi a sua conclusão? A minha pode ter sido muito parecida com a sua: “…Nossa, será que um dia eu chego lá? A vida é tão curta…”

 

Não existe uma formula mágica. Alguns realmente nascem com alguma estrela que os levou a ter esse efeito multiplicador, que os transformou em figuras históricas, que têm biografias dígnas de serem lembradas, pois nos brindaram ferramentas para termos uma vida melhor, sem pagarmos nada por isto.

 

Coragem. Para mim, esse é o grande segredo para fugir da mediocridade, daquilo que nos torna inúteis e só nos faz andar para traz. Talvez não nos tornemos ídolos da humanidade, mas seremos ídolos para nós mesmos.

 

Precisamos descobrir como fazer parte da grande mudança acontecendo no mundo neste momento. Estamos caminhando no sentido em que gostariamos? Você pensa no que restará depois que você, o principal fator de mudança de sua vida, tenha feito sua “passagem”? Posso apostar que sim… mas ainda não teve coragem – como eu – de chacoalhar a ficha para que possa finalmente cair!

 

Por isso fui buscar informações para entender quais seriam as principais àreas a serem trabalhadas neste planeta Terra que tanto nos dá, sem receber muito em troca. Me deparei com um projeto da ONU que pouco havia ouvido falar: O Projeto do Milênio. O projeto tem como objetivo provocar melhorias até 2015 nas áreas que foram entendidas pela ONU como prioritárias:

 

 ·        Fome

 

·        Educação

 

·        Igualdade de gênero

 

·        Saúde infantil e saúde materna

 

·        Aids

 

·        Acesso a medicamentos essenciais

 

·        Malária

 

·        Tuberculose

 

·        Meio ambiente

 

·        Água

 

·        Moradores de assentamentos precários

 

·        Comércio

 

·        Ciência, tecnologia, inovação

 

Perceba o mundo de possibilidades que nós, como simples cidadãos que somos, temos para nos juntar a este esforço para melhorar, por pouco que seja, algum percentual dentro de cada uma destas áreas. Posso gastar páginas e páginas escrevendo sobre as “n” formas – dentro do meu conhecimento e experiência – de agirmos para obtermos resultados a curto e longo prazos em cada um dos ítens listados acima. Mas meu objetivo com este artigo é colocar apenas aquela “pulga atrás da orelha” que incomoda, e incomoda muito mais, caso você não dê logo o passo que tanto precisa dar. Ou vai ficar ai sentado?

 

Vamos lutar por aquilo que nossos antepassados não conseguiram dar conta de vencer: miséria, conflitos religiosos, degradação do meio ambiente, ditaduras políticas, corrupção, terrorismo, armas de destruição em massa… A cada dia que passa, fica cada vez mais claro que a missão da minha, da sua, da nossa geração é realmente (por mais clichê que soe) SALVAR O MUNDO.

 

Quem sabe um dia o Céu não seja realmente na Terra…

 

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